terça-feira, 27 de abril de 2010

ANJO

Acredita em anjo
Pois é, sou o seu
Soube que anda triste
Que sente falta de alguém
Que não quer amar ninguém.
Por isso estou aqui
Vim cuidar de você
Te proteger, te fazer sorrir
Te entender, te ouvir
E quando tiver cansada
Cantar pra você dormir.
Te colocar sobre as minhas asas
Te apresentar as estrelas do meu céu
Passar em Saturno e roubar o seu mais lindo anel.
Vou secar qualquer lágrima
Que ousar cair
Vou desviar todo mal do seu pensamento
Vou estar contigo a todo momento
Sem que você me veja
Vou fazer tudo que você deseja.
Mas, de repente você me beija
O coração dispara
E a consciência sente dor
E eu descubro que além de anjo
Eu posso ser seu amor.



(banda eva - Anjo)
"Somos donos de nossos atos, mas
não somos donos de nossos sentimentos;
Somos culpados pelo que fazemos,
mas não somos culpados pelo que sentimos;
Podemos prometer atos, não podemos
prometer sentimentos...
Atos são pássaros engaiolados...
Sentimentos são pássaros em vôo."


[Mário Quintana]

Engraçado.... eu vivo dizendo que devo 'olhar pra frente', seguir em frente, esquecer o que passou, e QUEM passou, mas esqueço que certas coisas nunca passam, e nunca se tornam passado, estão sempre perto, presente, e dentro, quase invisível, mas sempre ali, de maneira que não vemos e fingimos não sentir... mas é só o seu olhar encontrar o meu que a tecla 'start' é clicada, e o jogo volta de onde parou, um jogo que minha vida depende dos pontos que você me dá, pontos que são gerados a medida que você novamente consegue sem estratégia nenhuma, apenas coração, acertar o alvo, aliais, você é campeão nesse jogo!
Agora te dou a minha mão, finalmente e não novamente, vamos andar juntos, pelo mesmo caminho, chega de se perder, afinal, sempre nesse labirinto nossos caminhos se cruzam, podemos estar em universos diferentes que a sintonia é idêntica. E que SINTÔNIA. Parece uma força maior, um ima, uma energia, ou simplesmente Deus.
E agora só quero isso, nada de mais, apenas o menos, o menos que podemos chamar de 'um', eu e vc, sendo apenas 'um'. Se alguém não entender, prefiro não saber, nos entendemos por eles, isso já me basta. 

Ass: Deh.   27/04/2010

domingo, 25 de abril de 2010

'Palavras certas no dia certo'

Franklin certa vez disse que “Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença”. Muitas vezes me pergunto: o que ganhei com o tempo, com o passar dos anos? O quê? Engraçado como percebo que talvez tenha feito essa pergunta tarde demais, ou pelo menos não tão jovem assim. Os anos passam e nem nos damos conta que deveríamos nos preocupar um pouco mais, não com aquilo que ganhamos, mas com aquilo que perdemos, que deixamos pelo caminho. Vamos “crescendo” e buscando recursos, propriedades, colocações, carreira, estabilidade e até aposentadoria sem planejar muito. Também vamos tropeçando em amigos, companheiros, casamentos, filhos, parentes, festas, inimigos, tristezas, doenças, experiências, decepções, amores, traições, surpresas, enterros, alegrias, recuperações, dores e curas. Tudo isso nem sempre bem dividido e não necessariamente nessa ordem. Mas afinal, se ganhamos tanto, o que é que perdemos? Tempo. Perdemos tempo esquecendo de quem éramos, ou melhor, de quem ainda somos. Passando ao longo do lugar comum de sonhos e ideais, complicamos com o passar dos anos as coisas que quando mais jovens simplesmente vivemos. Sem falar também de condições, posições ou crenças, o que realmente perdemos com o passar dos anos, se não nossa inocência ou ingenuidade, inevitável, perdemos nossa espontaneidade, sinceridade, a confiança dos que nos cercam. “Crescemos” ponderando muito, desculpando excessivamente, evitando, dissimulando, omitindo, e na verdade, mentindo mesmo. Sempre que olhamos para trás, procuramos geralmente o que perdemos por fora ou ao nosso lado. Porém, não nos damos conta que realmente o que se perdeu foi por dentro. Onde está nossa chama, nossa paixão, a convicção e confiança inquebrável em nossas crenças e amores, que se não eternos em sua duração, mesmo que momentânea? Pelo caminho iremos nos arrepender de muitas coisas, porém a que mais nos corrói é o arrependimento daquilo que não fizemos. Das coisas que não tivemos coragem para mudar quando podiam ser mudadas. É, talvez seja isto que a idade traga, a desconfiança de que já não somos os mesmos.



Sorte que ela sempre nos dá a oportunidade e uma segunda (ou décima chance) de percebermos que nunca é tarde para perdoar, para recomeçar, para assumir nossas vontades, de voltar a acreditar nas pessoas, para nos darmos a chance de sermos felizes...


Cada um sabe o que é preciso para que isso aconteça….